Ando na berma Tropeco na confusao Desco a avenida E toda a cidade estende-me a mao Sigo na rua, a pe, e a gente passa Apressada, falando, o rio defronte Voam gaivotas no horizonte
So o teu amor e tao real So o teu amor…
Sao montras, ruas E o transito Nao para ao sinal Sao mil pessoas Atravessando na vida real Os desenganos, emigrantes, ciganos Um dia normal, Como a brisa que sopra do rio Ao fim da tarde Em Lisboa afinal
So o teu amor e tao real So o teu amor…
Gente que passa A quem se rouba o sossego Gente que engrossa As filas do desemprego, Sao vendedores, policias, bancas, jornais Como os barcos que passam tao perto Tao cheios Partindo do cais
Quando me sinto so, Como tu me deixaste, Mais so que um vagabundo Num banco de jardim E quando tenho do, De mim e por contraste Eu tenho odio ao mundo Que nos separa assim.
Quando me sinto so Sabe-me a boca a fado Lamento de quem chora A sua triste magoa Rastejando no po Meu coracao cansado Lembra uma velha nora Morrendo a sede de agua.
P'ra que nao facam pouco Procuro nao gritar A quem pergunta minto Nao quero que tenham do Num egoismo louco Eu chego a desejar Que sintas o que sinto Quando me sinto so.
A thousand years, a thousand more, A thousand times a million doors to eternity I may have lived a thousand lives, a thousand times An endless turning stairway climbs To a tower of souls If it takes another thousand years, a thousand wars, The towers rise to numberless floors in space I could shed another million tears, a million breaths, A million names but only one truth to face
A million roads, a million fears A million suns, ten million years of uncertainty I could speak a million lies, a million songs, A million rights, a million wrongs in this balance of time But if there was a single truth, a single light A single thought, a singular touch of grace Then following this single point , this single flame, The single haunted memory of your face
I still love you I still want you A thousand times the mysteries unfold themselves Like galaxies in my head
I may be numberless, I may be innocent I may know many things, I may be ignorant Or I could ride with kings and conquer many lands Or win this world at cards and let it slip my hands I could be cannon food, destroyed a thousand times Reborn as fortune's child to judge another's crimes Or wear this pilgrim's cloak, or be a common thief I've kept this single faith, I have but one belief
I still love you I still want you A thousand times the mysteries unfold themselves Like galaxies in my head On and on the mysteries unwind themselves Eternities still unsaid 'Til you love me
Eu sei, meu amor, Que nem chegaste a partir Pois tudo em meu redor Me diz que estas sempre comigo Eu sei, meu amor, Que nem chegaste a partir Pois tudo em meu redor Me diz que estas sempre comigo
De manha, que medo, que me achasses feia! Acordei, tremendo, deitada na areia Mas logo os teus olhos disseram que nao, E o sol penetrou no meu coracao Mas logo os teus olhos disseram que nao, E o sol penetrou no meu coracao
Vi depois, numa rocha, uma cruz, E o teu barco negro dancava na luz Vi teu braco acenando, entre as velas ja soltas Dizem as velhas da praia que nao voltas:
Sao loucas! loucas...
Eu sei, meu amor, .... .... ....
No vento que lanca areia nos vidros; Na agua que canta, no fogo mortico; No calor do leito, nos bancos vazios; Dentro do meu peito, estas sempre comigo No calor do leito, nos bancos vazios; Dentro do meu peito, estas sempre comigo
E canto so para ti Derramo a voz e o pranto Que te canta como eu canto E por ti e so por ti Derramo a voz e o pranto Que te canta como eu canto E por ti e so por ti
Dou a guitarra e ao xaile Caminhos de Santiago Cega-me o po neste vale Que o vento so por meu mal Acende fogos que apago Cega-me o po neste vale Que o vento so por meu mal Acende fogos que apago
Ha tanta melodia, tanta Que o vento traz nos sentidos Sinfonias que me encantam Parece as vezes que cantam Fados de amores proibidos Sinfonias que me encantam Parece as vezes que cantam Fados de amores proibidos
Eu trago a estrada da vida Guardada na minha mao Que pensa perder-se na ida Com medo de nao ter partida Dentro do meu coracao Que pensa perder-se na ida Com medo de nao ter partida Dentro do meu coracao
Ouca la, o senhor vinho Vai responder-me, mas com franqueza, Porque e que tira toda a firmeza A quem encontra no seu caminho?
La por beber um copinho a mais, Ate pessoas pacatas, amigo vinho, Em desalinho, Vossa merce faz andar de gatas!
E mau o procedimento E a intencao daquilo que faz, Entra-se em desiquilibrio, Nao ha equilibrio que seja capaz, As leis da fisica falham E a vertical de qualquer lugar Oscila sem se deter e deixa de ser prependicular!
Eu ja fui, responde o vinho, A folha solta a bailar ao vento Que o raio de Sol do firmamento Me trouxe a uva doce carinho.
Ainda guardo o calor do Sol E assim eu ate dou vida, Aumento o valor seja de quem for Na boa conta, peso e medida
E so faco mal a quem me julga ninguem, Faz pouco de mim, Quem me trata como agua, E ofensa paga, eu ca sou assim
Vossa merce tem razao, E ingratidao falar mal do vinho E a provar o que digo Vamos, meu amigo, a mais um copinho
(Instrumental)
Eu ja fui, responde o vinho, A folha solta a bailar ao vento Que o raio de Sol do firmamento Me trouxe a uva doce carinho.
Ainda guardo o calor do Sol E assim eu ate dou vida, Aumento o valor seja de quem for Na boa conta, peso e medida
E so faco mal a quem me julga ninguem, Faz pouco de mim, Quem me trata como agua, E ofensa paga, eu ca sou assim
Vossa merce tem razao, E ingratidao falar mal do vinho E a provar o que digo Vamos, meu amigo, a mais um copinho
Minha terra dagua, ao cair da magoa Aconteca estarmos sos E a minha alma faz-se voz Pra contar que as penas Das aguas serenas que o teu fado quis O meu pais
Minha patria dagua, os meus olhos afago A quem mil noites te sonhar E em meu fado, este cantei Minha terra dagua Ao cair da magoa, por ti, sou feliz O meu pais.
Ha festa na Mouraria, E dia da procissao Da Senhora da Saude. Ate a Rosa Maria, Da Rua do Capelao, Parece que tem virtude. Colchas ricas nas janelas, Petalas soltas no chao, Almas crentes, povo rude. Anda a fe pelas vielas, E dia da procissao Da Senhora da Saude. Apos um curto rumor, Profundo silencio pesa, Por sobre o Largo da Guia. Passa a Virgem no andor, Tudo se ajoelha e reza, Ate a Rosa Maria. Como que petrificada, Em fervorosa oracao, E tal a sua atitude, Que a rosa ja desfolhada, Da Rua do Capelao, Parece que tem virtude.
Se a minha alma fechada Se pudesse mostrar, E o que eu sofro calada Se pudesse contar, Toda a gente veria Quanto sou desgracada Quanto finjo alegria Quanto choro a cantar... Que Deus me perdoe Se e crime ou pecado Mas eu sou assim E fugindo ao fado, Fugia de mim. Cantando dou brado E nada me doi Se e pois um pecado Ter amor ao fado Que Deus me perdoe. Quanto canto nao penso No que a vida e de ma, Nem sequer me pertenco, Nem o mal se me da. Chego a querer a verdade E a sonhar - sonho imenso - Que tudo e felicidade E tristeza nao ha.