|
- |
|
|||
| from Cristina Branco - Abril (2007) | |||||
|
2:44 |
|
|||
|
from Cristina Branco - Corpo Illuminado (2001)
Aconteceu quando a gente nao esperava
Aconteceu sem um sino pra tocar Aconteceu diferente das historias Que os romances e a memoria Tem costume de contar Aconteceu sem que o chao tivesse estrelas Aconteceu sem um raio de luar O nosso amor foi chegando de mansinho Se espalhou devagarinho Foi ficando ate ficar Aconteceu sem que o mundo agradecesse Sem que rosas florescessem Sem um canto de louvor Aconteceu sem que houvesse nenhum drama So o tempo fez a cama Como em todo grande amor |
|||||
|
2:42 |
|
|||
| from Cristina Branco - Corpo Illuminado (2001) | |||||
|
2:34 |
|
|||
| from Cristina Branco - Sensus (2003) | |||||
|
2:17 |
|
|||
|
from Cristina Branco - Sensus (2003)
Assim que te despes
As proprias cortinas Ficam boquiabertas Sobre a luz do dia Os teus olhos pedem Mas boca exige Que te inunde as pernas Toda a luz do dia Ate o teu sexo Que negro cintila Mais e mais desperta Para a luz do dia E a noite percebe Ao ver-te despido O grande misterio Que ha na luz do dia As soon as you undress the blinds stay open-mouthed under the day light your eyes ask but mouth demands that flood your legs all of the day light even your sex that black shines more and more awakes for the day light and the night understands, by seeing you undressed the great mistery that exists in daylight |
|||||
|
2:56 |
|
|||
|
from Cristina Branco - Sensus (2003)
Rasguei o cabelo ao Sol.
Rasguei os ombros a Lua. Rasguei os dedos aos rios. Rasguei os labios as rosas E rasguei o ventre aos frutos E a garganta aos rouxinois. Mas ninguem (nem mesmo tu!) Viu que, em tudo, o que eu rasgava Era a imagem do teu corpo Branco, Firme, Intacto, Nu. |
|||||
|
- |
|
|||
|
from Cristina Branco - Abril (2007)
Num botao de branco punho
Num braco de fora preto Vou pedir contas ao mundo Alem naquele coreto (2x) La vai uma la vao duas Tres pombas a descansar Uma e minha outra e tua Outra e de quem a agarrar Na sala ha cinco meninas E um botao de sardinheira Feita de fruta madura Nos bracos duma rameira (2x) La vai uma la vao duas... O Sol e quem fez a cura Com alfinete de dama Na sala ha cinco meninas Feitas duma capulana La vai uma la vao duas... Quando a noite se avizinha Do outro lado da rua Vem Ana, vem Serafina Vem Mariana, a mais pura La vai uma la vao duas... Ha sempre um botao de punho Num braco de fora preto Vou pedir contas ao mundo Alem naquele coreto (2x) La vai uma la vao duas... O noite das columbinas Leva-as na tua algibeira Na sala ha cinco meninas Feitas da mesma maneira La vai uma la vao duas... |
|||||
|
2:18 |
|
|||
| from Cristina Branco - Sensus (2003) | |||||
|
- |
|
|||
| from Cristina Branco - Abril (2007) | |||||
|
2:49 |
|
|||
| from Cristina Branco - Sensus (2003) | |||||
|
- |
|
|||
|
from Cristina Branco - Abril (2007)
Eu fui ver a minha amada
La pros baixos dum jardim Dei-lhe uma rosa encarnada Para se lembrar de mim Eu fui ver o meu benzinho La pros lados dum passal Dei-lhe o meu lenco de linho Que e do mais fino bragal Eu fui ver uma donzela Numa barquinha a dormir Dei-lhe uma colcha de seda Para nela se cobrir Eu fui ver uma solteira Numa salinha a fiar Dei-lhe uma rosa vermelha Para de mim se encantar Eu fui ver a minha amada La nos campos eu fui ver Dei-lhe uma rosa encarnada Para de mim se prender Verdes prados, verdes campos Onde esta minha paixao As andorinhas nao param Umas voltam outras nao Minha mae quando eu morrer Ai chore por quem muito amargou Para entao dizer ao mundo Ai Deus mo deu Ai Deus mo levou |
|||||
|
- |
|
|||
| from Cristina Branco - Abril (2007) | |||||
|
- |
|
|||
| from Cristina Branco - Abril (2007) | |||||
|
- |
|
|||
|
from Cristina Branco - Abril (2007)
Chamaram-me um dia
Cigano e maltes Menino, nao es boa res Abri uma cova Na terra mais funda Fiz dela A minha sepultura Entrei numa gruta Matei um tritao Mas tive O diabo na mao Havia um comboio Ja pronto a largar E vi O diabo a tentar Pedi-lhe um cruzado Fiquei logo ali Num leito De penas dormi Puseram-me a ferros Soltaram o cao Mas tive o diabo na mao Voltei de charola De cilha e arnes Amigo, vem ca Outra vez Subi uma escada Ganhei dinheirama Senhor D. Fulano Marques Perdi na roleta Ganhei ao gamao Mas tive O diabo na mao Ao dar uma volta Cai no lancil E veio O diabo a ganir Nadavam piranhas Na lagoa escura Tamanhas Que nunca tal vi Limpei a viseira Peguei no arpao Mas tive O diabo na mao |
|||||
|
- |
|
|||
|
from Cristina Branco - Abril (2007)
Ergue-te o Sol de Verao
Somos nos os teus cantores Da matinal cancao Ouvem-se ja os rumores Ouvem-se ja os clamores Ouvem-se ja os tambores Cobre-te canalha Na mortalha Hoje o rei vai nu Os velhos tiranos De ha mil anos Morrem como tu Abre uma trincheira Companheira Deita-te no chao Sempre a tua frente Viste gente De outra condicao Ergue-te o Sol de Verao Somos nos os teus cantores Da matinal cancao Ouvem-se ja os rumores Ouvem-se ja os clamores Ouvem-se ja os tambores Livra-te do medo Que bem cedo Ha de o Sol queimar E tu camarada Poe-te em guarda Que te vao matar Venham lavradeiras Mondadeiras Deste campo em flor Venham enlacadas De maos dadas Semear o amor Ergue-te o Sol de Verao Somos nos os teus cantores Da matinal cancao Ouvem-se ja os rumores Ouvem-se ja os clamores Ouvem-se ja os tambores Venha a mare cheia Duma ideia Pra nos empurrar So um pensamento No momento Pra nos despertar E ia mais um braco E outro braco Nos conduz irmao Sempre a nossa fome Nos consome Da-me a tua mao Ergue-te o Sol de Verao Somos nos os teus cantores Da matinal cancao Ouvem-se ja os rumores Ouvem-se ja os clamores Ouvem-se ja os tambores |
|||||
|
2:53 |
|
|||
|
from Cristina Branco - Corpo Illuminado (2001)
De que tunel de que arvore
De que zero de remorso De que rasura do vento De que nupcias de marmore De que fresta de que portico Saiste neste momento Para que praia que porto Que fugitiva garupa Que torre desconhecida Que maos que bracos que rosto Que tempestade difusa Te encontras ja de partida Nao es de nenhum sossego Vives no gume do ser Na fronteira do devir E assim me tornas eu mesma Entre nascer e morrer Entre chegar e partir |
|||||
|
2:50 |
|
|||
| from Cristina Branco - Corpo Illuminado (2001) | |||||
|
- |
|
|||
| from Cristina Branco - Abril (2007) | |||||
|
2:14 |
|
|||
| from Cristina Branco - Corpo Illuminado (2001) | |||||
|
- |
|
|||
|
from Cristina Branco - Abril (2007)
Maio maduro Maio
Quem te pintou Quem te quebrou o encanto Nunca te amou Raiava o Sol ja no Sul E uma falua vinha La de Istambul Sempre depois da sesta Chamando as flores Era o dia da festa Maio de amores Era o dia de cantar E uma falua andava Ao longe a varar Maio com meu amigo Quem dera ja Sempre depois do trigo Se cantara Que importa a furia do mar Que a voz nao te esmoreca Vamos lutar Numa rua comprida El-rei pastor Vende o soro da vida Que mata a dor Venham ver, Maio nasceu Que a voz nao te esmoreca A turba rompeu |
|||||
|
3:05 |
|
|||
| from Cristina Branco - Corpo Illuminado (2001) | |||||
|
- |
|
|||
|
from Cristina Branco - Abril (2007)
O meu menino e d'oiro
E d'oiro fino Nao facam caso que e pequenino O meu menino e d'oiro D'oiro fagueiro Hei de leva-lo no meu veleiro. Venham aves do ceu Pousar de mansinho Por sobre os ombros do meu menino Do meu menino, do meu menino Venha comigo venham Que eu nao vou so Levo o menino no meu treno. Quantos sonhos ligeiros Pra teu sossego Menino avaro nao tenhas medo Onde fores no teu sonho Quero ir contigo Menino de oiro sou teu amigo Venham altas montanhas Ventos do mar Que o meu menino Nasceu pra amar Venha comigo venham Que eu nao vou so Levo o menino no meu treno. O meu menino e d'oiro E d'oiro e de oiro fino .... Venham altas montanhas Moj chłopak jest ze złota Z czystego złota Nie przypadkiem taki mały Moj chłopak jest ze złota Złota w pełni wysrtarczaj?cego Wezm? go na moj? łod?. Zapraszamy ptaki na niebie aby l?dowały delikatnie W ramionach mojego małego chłopca Mojego chłopca, mojego chłopca Chod? ze mn? si? przej?c gdzie nie pojde tylko Bior? na moje sanki chłopaka. Jak wiele snow ?wietła Dla twego (s)pokoju Chłopcze sk?py nie boj si? Gdzie idziesz w swoj sen Chc? is? z tob? Złoty chłopcze jestem twoim przyjacielem Chodzcie wysokie gorach Morskie wiatry To jest moj chłopak Zrodzony do miło?ci Chod? ze mn? si? przej?c gdzie nie pojde tylko Bior? na moje sanki chłopaka. Moj chłopak jest ze złota ze złota, z czystego złota Chodzcie wysokie gorach |
|||||
|
2:46 |
|
|||
|
from Cristina Branco - Corpo Illuminado (2001)
Meu amor e marinheiro
E mora no alto mar Seus bracos sao como o vento Ninguem os pode amarrar Quando chega a minha beira Todo o meu sangue e um rio Onde o meu amor aporta Meu coracao um navio Meu amor disse que eu tinha Na boca um gosto a saudade E uns cabelos onde nascem Os ventos e a liberdade Meu amor e marinheiro Quando chega a minha beira Acende um cravo na boca E canta desta maneira Eu vivo la longe, longe Onde moram os navios Mas um dia hei-de voltar As aguas dos nossos rios Hei-de passar nas cidades Como o vento nas areias E abrir todas as janelas E abrir todas as cadeias Meu amor e marinheiro E mora no alto mar Coracao que nasceu livre Nao se pode acorrentar |
|||||
|
3:22 |
|
|||
| from Cristina Branco - Corpo Illuminado (2001) | |||||
|
3:02 |
|
|||
| from Cristina Branco - Corpo Illuminado (2001) | |||||
|
1:43 |
|
|||
| from Cristina Branco - Corpo Illuminado (2001) | |||||
|
2:30 |
|
|||
| from Cristina Branco - Corpo Illuminado (2001) | |||||
|
3:29 |
|
|||
| from Cristina Branco - Sensus (2003) | |||||
|
- |
|
|||
| from Cristina Branco - Abril (2007) | |||||
|
2:55 |
|
|||
| from Cristina Branco - Corpo Illuminado (2001) | |||||
|
5:35 |
|
|||
|
from Cristina Branco - Sensus (2003)
Tem um jeito manso que e so seu
E que me deixa louca Quando me beija a boca A minha pele inteira fica arrepiada E me beija com calma e fundo Ate minha alma se sentir beijada, ai O meu amor Tem um jeito manso que e so seu Que rouba os meus sentidos Viola os meus ouvidos Com tantos segredos lindos e indecentes Depois brinca comigo Ri do meu umbigo E me crava os dentes, ai Eu sou sua menina, viu? E ele e o meu rapaz Meu corpo e testemunha Do bem que ele me faz O meu amor Tem um jeito manso que e so seu De me deixar maluca Quando me roca a nuca E quase me machuca com a barba malfeita E de pousar as coxas entre as minhas coxas Quando ele se deita, ai O meu amor Tem um jeito manso que e so seu De me fazer rodeios De me beijar os seios Me beijar o ventre E me deixar em brasa Desfruta do meu corpo Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai Eu sou sua menina, viu? E ele e o meu rapaz Meu corpo e testemunha Do bem que ele me faz Moja miło?? Ma delikatny sposob, ktory jest tylko jej I doprowadza mnie do szału Kiedy całuj? usta Cała dostaje g?siej skorki I całuj? spokojnie i gł?boko Aby moja dusza poczuła si? całowana, oh Moja miło?? Ma delikatny sposob, ktory jest tylko jej Ktory pozbawia mnie zmysłow Wiolonczela w moich uszach Z tak wieloma tajemnicami, pieknymi i nieprzyzwoitymi Gdy zagra ze mn? ?miech w mym brzuchu (p?pku) i rozdaj? z?by, oh Jestem twoj? dziewczyna, wiesz? A to moj chłopak Moje ciało jest ?wiadkiem Dobra ktore mnie czyni Moja miło?? Ma delikatny sposob, ktory jest tylko jej Doprowadza mnie do szału Kiedy dotknie mojej szyi I prawie mnie boli od złego ogolenia I l?dowania ud mi?dzy moje uda Kiedy mowi kłamstwa, oh Moja miło?? Ma delikatny sposob, ktory jest tylko jej Kr???c wokoł Całuj?c moje piersi Całuj?c brzuch I rozpalaj?c mnie Ciesz si? moje ciało Tak jakby? moje ciało było w jego domu, oh Jestem twoj? dziewczyna, wiesz? A to moj chłopak Moje ciało jest ?wiadkiem Dobra ktore mnie czyni |
|||||
|
3:14 |
|
|||
| from Cristina Branco - Sensus (2003) | |||||
|
- |
|
|||
| from Cristina Branco - Abril (2007) | |||||
|
1:51 |
|
|||
| from Cristina Branco - Sensus (2003) | |||||
|
3:16 |
|
|||
| from Cristina Branco - Corpo Illuminado (2001) | |||||
|
2:44 |
|
|||
| from Cristina Branco - Corpo Illuminado (2001) | |||||
|
2:07 |
|
|||
| from Cristina Branco - Corpo Illuminado (2001) | |||||
|
- |
|
|||
|
from Cristina Branco - Abril (2007)
Estavam todas juntas
Quatrocentas bruxas A espera a espera A espera da lua cheia Estavam todas juntas Veio um chibo velho Dancar no adro Alguem morreu Arlindo coveiro Com a tua marreca Leva-me primeiro Para a cova aberta Arlindo, Arlindo Bailador das fadas Vai ao pe coxinho Cava-me a morada Arlindo coveiro Cava-me a morada Fecha-me o jazigo Quero campa rasa Arlindo, Arlindo Bailador das fadas Vai ao pe coxinho Cava-me a morada |
|||||
|
3:43 |
|
|||
|
from Cristina Branco - Sensus (2003)
Faz so meu nome teu amor e amor;
E amas-me entao pois eu te chamo Ardor Se a alma te reprova eu venha perto, Jura a cega, que o teu ardor eu fosse; Ardor tem, como saber, sitio certo, E assim me enchas, amor, medida doce. Ardor enche de ardor e amor teu cofre, Ai, ladeia-o de ardor! E ardor do apronto E bem prova que em vazadouro sofre Se o numero e grande, eu so nao conto. Faz so meu nome teu amor e amor; E amas-me entao, pois eu te chamo Ardor Entao que eu passe em grupo sem ser visto, E nas contas dessa feitoria; Tem-me em nada, se te agradar resisto De que este nada em ti e docaria. Faz so meu nome teu amor e amor; E amas-me entao, pois eu te chamo Ardor |
|||||
|
2:58 |
|
|||
| from Cristina Branco - Sensus (2003) | |||||
|
- |
|
|||
|
from Cristina Branco - Abril (2007)
Senhor arcanjo
Vamos jantar Caem os anjos Num alguidar Hibernam tibias Suspiram ras Comem orquideas Nas barbacas Entra na porta Menina-faia Prova uma torta Desta papaia Palita os dentes Poe-te a cavar Dormem videntes No Ultramar Senhor arcanjo Vamos jantar Caem os anjos Num alguidar Que bela fita Que bem nao esta A prima Bia De tafeta E vai o lente Come um repolho Parte-se um pente Fura-se um olho A pacotilha Tem mais amor A gargantilha Do regedor Senhor arcanjo Vamos jantar Caem os anjos Num alguidar Poe a gravata Menino bem Que essa cantata Nao soa bem Senhor arcanjo Vamos jantar Caem os anjos Num alguidar E as quatro filhas Do maraja Vao de patilhas Beber o cha |
|||||
|
3:22 |
|
|||
| from Cristina Branco - Sensus (2003) | |||||
|
3:34 |
|
|||
| from Cristina Branco - Sensus (2003) | |||||
|
2:02 |
|
|||
| from Cristina Branco - Corpo Illuminado (2001) | |||||
|
3:18 |
|
|||
| from Cristina Branco - Sensus (2003) | |||||
|
- |
|
|||
|
from Cristina Branco - Abril (2007)
Venham mais cinco
Duma assentada Que eu pago ja Do branco ou tinto Se o velho estica Eu fico por ca Se tem ma pinta Da-lhe um apito E poe-no a andar De espada a cinta Ja cre que e rei D´Aquem e D'Alem Mar Nao me obriguem A vir para a rua Gritar Que e ja tempo De embalar a trouxa E zarpar A gente ajuda Havemos de ser mais Eu bem sei Mas ha quem queira Deitar abaixo O que eu levantei A bucha e dura Mais dura e a razao Que a sustem So nesta rusga Nao ha lugar Pros filhos da mae Nao me obriguem A vir para a rua Gritar Que e ja tempo De embalar a trouxa E zarpar Bem me diziam Bem me avisavam Como era a lei Na minha terra Quem trepa No coqueiro E o rei |
|||||





